terça-feira, 17 de outubro de 2017

PORTAL - GNA - 9670 - AS ESFERAS DE PEDRA TAMBÉM ENCONTRADAS NO CAZAQUISTÃO - POSTAGEM CIENTÍFICA - GNA

Kenan Birkan adicionou 3 novas fotos.
2 h
... há uma área plana no cazaquistão conhecida como as órbitas, onde há milhares de pistas de pedra grandes e muito redondas, que durante muitos anos surpreendem os cientistas... supondo que são feitas por meios artificiais, é um trabalho titânico. Em nome de quê?
O Dr. Samuel lothrop, que primeiro estudou bolas de pedra em 1954, sugeriu que representam uma espécie de mapa da posição relativa dos corpos celestes... as esferas do Cazaquistão, têm a camada externa, um molde grosso, bairro e a em Outras palavras, é um produto não da natureza, mas de mãos humanas que você pensa...
Comentários
Edmundo Romero Garrido Precisamente eso explica en un escala menor como se formaron tierra y planetas.. Estrellas y eso lleva siglos asíVer tradução
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Ana Maria Gonzalez Alen Adivina adivinador...acaso no hay un experto que pueda descifrar el enigma?Ver tradução
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Miguel Bravo León Jugaban a la canicas con ellas los gigantes y con eso se divertian.Ver tradução
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Vane La Negra Miorelli Son planetas de microorganismos desconocidos para nosotros 👽Ver tradução
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Gilson Nogueira ELAS ESTÃO EM VÁRIOS LUGARES, E O DIFÍCIL É ENCONTRAR VERDADES.

PORTAL - GNA - 9675 - ÍDOLOS X ÍCONES X IMAGENS - O QUE VOCÊ DEFINIRIA DIANTE DO MUNDO DA FÉ - POSTAGEM ESPIRITUAL - GNA

Resultados da pesquisa

Resultado de imagem para CULTO AS IMAGENS - IDOLOS




GNA : PARA MIM, ESTUDIOSO DO ASSUNTO, ESPÍRITA E UM DOS FILHOS DE DEUS, APENAS DEFINO JESUS COMO O SENHOR DE NOSSAS VIDAS, CRIADOR DA TERRA E SALVADOR. DEUS É TUDO EM TODOS E NÓS DEUSES SE FIZERMOS POR MERECER E ENTENDER O QUE JESUS DISSE, VÓS SOIS DEUSES. AS IMAGENS OU ÍCONES E NUNCA ÍDOLOS, SÃO A MANEIRA DOS CATÓLICOS HOMENAGEAR E REPRESENTAR A SUA FÉ, E ELES APENAS COMO POSSÍVEIS INTERCESSORES DAS CAUSAS HUMANAS, E ELAS SEMPRE ATENDIDAS DIANTE DE POSTULADOS NO CARMA E NO MERECIMENTO. NÓS ACEITAMOS DEUS, COMO O PRINCÍPIO EM NOSSAS VIDAS, E JESUS COMO O VALOR MAIOR DESTE MESMO SENTIDO. SE ESTIVERMOS DE ACORDO COM O PAI, O FILHO E O ESPÍRITO SANTO, NOS TORNAMOS UM COM O PAI, ASSIM COMO JESUS SE TORNOU ...


Antes de mais nada é preciso distinguir um ícone de um ídolo. Ambos são imagens, mas são completamente distintas. Um ídolo (em grego, εἴδωλον, eidolon) é uma criatura que é colocada no lugar de Deus. Um deus falso. E isto é proibido pelo primeiro mandamento da lei de Deus.
Já o ícone (em grego, εἰκών, eikon), embora seja também uma imagem, uma criatura feita por mãos humanas, não é colocada no lugar de Deus, mas sim remete a Ele. Como uma janela que se abre para Deus.
Fica claro, então, que a primeira é proibida e a segunda não. No entanto, os protestantes radicalizam e condenam qualquer tipo de imagem, o que não resolve o problema, pois as imagens estão por toda parte: na esposa, no esposo, nos filhos, na natureza, etc., tudo pode ser janela transparente para louvor a Deus. Ou pode ser ídolo. Depende de como se olha para essas imagens. Diante de qualquer criatura há sempre uma escolha a ser feita: ícone ou ídolo? Para Deus ou no lugar de Deus?
O culto aos santos é lícito, pois até mesmo a Sagrada Escritura atesta isso, quando a Virgem Santíssima, em seu canto Magnificat, afirma: “Todas as gerações me proclamarão bem-aventurada" (Lc 1,48) e o próprio Jesus Cristo por diversas vezes se refere às pessoas como sendo “bem-aventurados, felizes". Ora, Ele mesmo está louvando tais pessoas, chamando a atenção para ação de Deus em tais criaturas. Esses são os santos.
Quando os católicos veneram um santo, o que fazem é tão somente louvar a Deus e agradecer por Ele usar seres humanos, frágeis, para realizar a Sua obra. No caso de um ícone, que recorda alguma criatura, a mesma regra se aplica.
Portanto, é licito venerar imagens, inclusive ajoelhar-se diante delas, falar com os santos diante das imagens, beijá-las, acender velas, oferecer flores, tudo isso é permitido. O II Concílio de Niceia é claro ao dizer que o culto prestado à imagem não se dirige a ela, mas sim ao protótipo, ou seja àquele que está no céu. Deus resplandece na sua glória naquela criatura.
Assim, ajoelhar-se diante de uma imagem da Virgem Santíssima pode ser considerado uma idolatria? Depende. Se ela for tratada como um ídolo, sendo colocada no lugar de Deus, sim. Mas, se ela for uma janela que conduz para Deus é tão somente o mistério do ícone: que conduz para o culto e o louvor a Deus na glória eterna que só a Ele pertence.


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    "Vós não devieis quebrar o que foi posto nas igrejas, não para ser adorado, mas simplesmente venerado. Uma coisa é adorar uma imagem e outra coisa é aprender, através dessa imagem, a quem as tuas orações são dirigidas. O que as Escrituras representam para os letrados, a imagem o é para os iletrados: são por essas imagens que aprendem o caminho a seguir. A imagem é o livro dos que não sabem ler" (Epístola XI,13).
    São João Damasceno (749) também defendia o uso didático das imagens. Com a eclosão da iconoclastia (isto é, a destruição das imagens sagradas) nos séculos VIII e IX, o Segundo Concílio de Nicéia, em 787, reafirmou solenemente a validade da veneração das imagens, não pelo valor do material em si, mas pelo valor das figuras que representam; seu culto, assim, é relativo, explicando-se pelo oferecimento indireto das orações àqueles que as imagens representam. Assim se definiram os padres conciliares na Sessão de 13 de outubro de 787:
    "Definimos [...] que, como as representações da Cruz, [...] assim também as veneráveis e santas imagens, em pintura, em mosaico ou de qualquer outra matéria adequada, devem ser expostas nas santas igrejas de Deus, nas casas e nas estradas. O mesmo se faça com a imagem de Deus Nosso Senhor e de Jesus Cristo Salvador, com as da [...] Santa Mãe de Deus, com as dos Santos anjos e as de todos os Santos e justos. Quanto mais os fiéis contemplarem essas representações, mais serão levados a se recordar dos modelos originais, a se voltar para eles, a lhes testemunhar... umaveneração respeitosa, sem que isso seja adoração, pois esta só convém, segundo a nossa fé, a Deus".
    TODOS OS PROTESTANTES REPUDIAM AS IMAGENS?
    No séc. XVI, a Reforma Protestante retomou a luta contra as imagens e passou a arrancar e destruir as imagens sacras. Alguns historiadores indicam Martinho Lutero como o responsável por tal "violência", ao combater o culto aos santos. Entretanto, tomando contato com livros luteranos, parece-me que a versão tradicional não condiz com a realidade, já que os luteranos parecem não se posicionar contra o uso das imagens.
    Muito pelo contrário, o teólogo e historiador luterano Martin N. Dreher, em sua obra "A Crise e a Renovação da Igreja no Período da Reforma" sustenta uma posição bem favorável ao uso das imagens. Seguem alguns trechos dessa sua obra, em especial do capítulo 5, entitulado "Palavra e Imagem":
    "Na primavera de 1522 aconteceu, em Wittenberg, o início de uma das maiores catástrofes na história da humanidade. O conselho da cidade determinara a retirada das imagens das igrejas. Quando se começou a executar a decisão dos conselheiros municipais, a multidão reunida na frente da igreja da cidade invadiu o templo, arrancou as imagens das paredes, quebrou-as e terminou por queimar tudo do lado de fora. Em questão de minutos, uma paixão brutal destruiu o que para gerações de cristãos fora objeto de veneração religiosa. [...] Onde os iconoclastas passaram, os templos ficaram como lavouras após uma chuva de granizo. [...] Igual a uma epidemia o iconoclasmo se alastrava por todas as regiões. [...] E o mais interessante é que são poucos os historiadores que se referem a ele, permitindo que o iconoclasmo continue a ser praticado até os nossos dias. [...] O terrível disso tudo é que cristãos, munidos de machados e martelos, se levantaram contra objetos sacros, em locais consagrados, ante os quais até há pouco se haviam ajoelhado. [...] Cristãos destruíram a linguagem da imagem que durante séculos havia orientado os cristãos. E o culpado pela destruição não foi o povo, mesmo que ele tenha realizado a ação; os culpados foram os pregadores que, a partir do púlpito, incitaram ao iconoclasmo. [...] O mentor intelectual do iconoclasmo em Wittemberg foi Andreas Bodenstein, de Karlstadt. [...] Ardoroso em sua maneira de ser, mas falho no tocante à reflexão sobre a consequência de seus atos, Karlstadt assumiu a direção do movimento reformatório em Wittemberg enquanto Lutero se encontrava no Wartburgo. [...] No inverno de 1521/22, [Karlstadt] escreveu e publicou livreto com o título 'Da Eliminação das Imagens'. O livro é diminuto, tem poucas páginas, mas teve grandes consequências, provocando a destruição de muitas obras-de-arte. Segundo Karlstadt, não se pode tolerar imagens nas igrejas, pois afrontam o primeiro mandamento. Os 'ídolos de óleo' colocados sobre os altares, são invenção do demônio. Karlstadt tomou posição não somente contra esculturas, mas contra pinturas, a nova tendência na arte do Renascimento e da Reforma. [...] Há autores que consideram Karlstadt o primeiro puritano. Assim, o emergente puritanismo seria responsável pelo iconoclasmo. [...] Um outro momento parece ser importante para entender a onda iconoclasta: o biblicismo. [...] Na Reforma se expressou a convicção de que somente a palavra havia de vencer. [...] Para o mundo da Reforma, que tomava o cristianismo primitivo como norma e exemplo, não podia haver lugar para a imagem. Não é de se admirar que parte considerável do protestantismo tenha assumido as concepções de Karlstadt e que Calvino tenha em sua 'Institutas' um capítulo dedicado a todos os argumentos que podem ser usados contra as imagens. [...] Quais as consequências desse fato? O século XVI não mais entendeu a linguagem das imagens e, por isso, as destruiu, produzindo consequências caóticas e cegueira. [...] Com a retirada das imagens do interior das igrejas protestantes destruiu-se o pensamento simbólico tão constitutivo para o cristianismo. E o pensamento simbólico é pensamento religioso propriamente dito. É na linguagem simbólica que se expressa a experiência do espiritual. Quando essa forma de pensamento não-conceitual deixa de ser usada ou é ridicularizada, produz-se a destruição de uma das disposições religiosas do ser humano. Quando se destruíram as imagens, destruiu-se o elemento que deixa o que é cristão transformar-se em sentimento. A imagem provoca e confirma o pensamento simbólico, sem o qual não se pode imaginar religiosidade viva. Observando imagens religiosas aprendemos a sentir simbolicamente. A melhor forma de introduzir crianças no mundo de concepções cristãs é através de imagens. Quando aprendemos a ver a imagem apenas como 'ídolo', destruímos a percepção para o pensamento simbólico. [...] Quando o ser humano não é mais capaz de pensar e de ver símbolos em uma tradição cristã viva, sua consciência religiosa fica esclerosada. [...] No início, Lutero tinha dificuldades com as imagens e afirmava que seria melhor se não existissem. [...] Mas quando Karlstadt deu início à onda iconoclasta, nela nada mais viu do que vandalismo, que estava prestes a destruir a liberdade evangélica e a reintroduzir a lei. Por isso, Lutero passou pouco depois a afirmar que imagens são memoriais e testemunhos e como tais devem ser toleradas. Além disso, chegou a afirmar que, se pudesse, mandaria pintar toda a Bíblia dentro e fora das casas. Sua postura em favor da pintura e das imagens tornou-se mais do que evidente desde a publicação dos catecismos (1529). As imagens movem a fé das crianças e dos simples. A fé cristã não se dirige, para ele, apenas aos ouvidos, mas também aos olhos das pessoas. [...] A arte sacra deve ser meditada, e meditação não é pensamento lógico. Meditar é silenciar para que Deus possa falar. Nos últimos 500 anos, em razão do iconoclasmo, o pecado humano não tem deixado Deus falar; só fala o homem" (autor e obra citados, ed. Sinodal, São Leopoldo/RS, 1996, págs. 53-57; grifos nossos).
    As palavras acima demonstram que o mundo protestante vem se abrindo para o uso das imagens. É interessante notar como a posição de Dreher é semelhante à da Igreja Católica, especialmente por repudiar o iconoclasmo e por reconhecer a importância que as imagens representam para o pensamento abstrato e catequético. Antes disso, em 1956, um congresso luterano lançou a questão: "por que admitir as impressões auditivas na catequese e rejeitar as impressões visuais? Estas parecem ainda mais eficientes do que aquelas".
    CONTRADIÇÕES DO MUNDO PROTESTANTE
    Ainda que alguns protestantes se manifestem a favor do uso de imagens, é muito comum encontrarmos posições críticas a esse respeito. Mesmo assim, o mundo protestante apresenta algumas inconsistências dignas de serem observadas:
    A própria Bíblia é uma imagem: as palavras impressas sobre o papel nada mais são do que símbolos gráficos que excitam os olhos resultando na imaginação responsável pela compreensão do texto. Em verdade, a Bíblia é a imagem da Palavra de Deus.
    Imagem não é apenas escultura: muito pelo contrário, abrange também pinturas, gravuras, desenhos e quaisquer outras formas que estimulem a visão. É, portanto, inconcebível que as mesmas igrejas que atacam as imagens sacras defendidas pelos católicos distribuam folhetos, Bíblias e estudos bíblicos ilustrados, quer para crianças, quer para adultos - pois senão também estarão afrontando o Mandamento divino de Ex 20,4, como dizem que os católicos afrontam...
    A DOUTRINA OFICIAL CATÓLICA
    Falta-nos ver, finalmente, a posição oficial da Igreja sobre as imagens. Esta pode ser retirada do Catecismo da Igreja Católica:
    476. Visto que o Verbo se fez carne assumindo uma verdadeira humanidade, o corpo de Cristo era delimitado. Em razão disto, o rosto humano de Jesus pode ser 'representado' (Gl 3,1). No VII Concílio Ecumêncio [=II Concílio de Nicéia] a Igreja reconheceu como legítimo que Ele seja representado em imagens sagradas.
    1159. A imagem sacra, o ícone litúrgico, representa principalmente Cristo. Ela não pode representar o Deus invisível e incompreensível; é a encarnação do Filho de Deus que inaugurou uma nova 'economia' das imagens: "Antigamente Deus, que não tem nem corpo nem aparência, não podia em absoluto ser representado por uma imagem. Mas agora, que se mostrou na carne e viveu com os homens, posso fazer uma imagem daquilo que vi de Deus. (...) Com o rosto descoberto, contemplamos a glória do Senhor" (São João Damasceno, Imag. 1,16).
    1160. A iconografia cristã transcreve pela imagem a mensagem evangélica que a Sagrada Escritura transmite pela palavra. Imagem e palavra iluminam-se mutuamente: "Para proferir sucintamente a nossa profissão de fé, conservamos todas as tradições da Igreja, escritas ou não escritas, que nos têm sido transmitidas sem alteração. Uma delas é a representação pictórica das imagens, que concorda com a pregação da história evangélica, crendo que, de verdade e não na aparência, o Verbo de Deus se fez homem, o que é também útil e proveitoso, pois as coisas que se iluminam mutuamente têm sem dúvida um significado recíproco" (II Concílio de Nicéia, DOC 111).
    1161. Todos os sinais da celebração litúrgica são relativos a Cristo: são-no também as imagens sacras da santa mãe de Deus e dos santos. Significam o Cristo que é glorificado neles. Manifestam a 'nuvem de testemunhas' (Hb 12,1) que continuam a participar da salvação do mundo e às quais estamos unidos, sobretudo na celebração sacramental. Através dos seus ícones, revela-se à nossa fé o homem criado 'à imagem de Deus' e transfigurado 'à sua semelhança', assim como os anjos, também recapitulados por Cristo [...].
    1162. "A beleza e a cor das imagens estimulam a minha oração. É uma festa para os meus olhos, tanto quanto o espetáculo do campo estimula meu coração a dar glória a Deus" (São João Damasceno, Imag. 1,27). A contemplação dos ícones santos, associada à meditação da Palavra de Deus e ao canto dos hinos litúrgicos, entra na harmonia dos sinais da celebração para que o mistério celebrado se grave na memória do coração e se exprima em seguida na vida nova dos fiéis.
    2129. O mandamento divino incluía a proibição de toda representação de Deus por mão do homem. O Deuteronômio explica: "Uma vez que nenhuma forma vistes no dia em que o Senhor vos falou no Horeb, do meio do fogo, não vos pervertais, fazendo para vós uma imagem esculpida em forma de ídolo..." (Dt 4,15-16). Eis aí o Deus absolutamente transcendente que se revelou a Israel. "Ele é tudo" mas, ao mesmo tempo, ele está "acima de todas as suas obras" (Eclo 43,27-28). Ele é a própria fonte de toda beleza criada" (Sb 13,3).
    2130. No entanto, desde o Antigo Testamento Deus ordenou ou permitiu a instituição de imagens que conduziriam simbolicamente à salvação através do Verbo encarnado, como são a serpente de bronze (cf. Nm 21,4-9; Sb 16,5-14; Jo 3,14-15), a arca da aliança e os querubins (cf. Ex 25,10-22; 1Rs 6,23-28; 7,23-26).
    2131. Foi fundamentando-se no mistério do Verbo encarnado que o sétimo Concílio Ecumênico, em Nicéia (em 787), justificou, contra os iconoclastas, o culto dos ícones: os de Cristo, mas também os da Mãe de Deus, dos anjos e de todos os santos. Ao se encarnar, o Filho de Deus inaugurou uma nova 'economia' de imagens.
    2132. O culto cristão de imagens não é contrário ao primeiro mandamento que proíbe os ídolos. De fato, "a honra prestada a uma imagem se dirige ao modelo original" (São Basílio, Spir. 18,45), e "quem venera uma imagem, venera nela a pessoa que nela está pintada" (II Concílio de Nicéia, DS 601). A honra prestada às santas imagens é uma 'veneração respeitosa', e não uma adoração, que só compete a Deus: "O culto da religião não se dirige às imagens em si como realidades, mas as considera em seu aspecto próprio de imagens que nos conduzem ao Deus encarnado. Ora, o movimento que se dirige à imagem enquanto tal não termina nela, mas tende para a realidade da qual é imagem" (São Tomás de Aquino, S.Th. 2-2,81,3,ad 3).
    2691. [...] A escolha de um lugar favorável não é sem importância para a verdade da oração: para oração pessoal, pode ser um 'recanto de oração', com as Sagradas Escrituras e imagens sagradas, para aí estar 'no segredo' diante do Pai. Numa família cristã, essa espécie de pequeno oratório favorece a oração em comum; [...]
    2705. A meditação é sobretudo uma procura. O espírito procura compreender o porquê e o como da vida cristã a fim de aderir e responder ao que o Senhor pede. Para tanto é indispensável uma atenção difícil de ser disciplinada. Geralmente, utiliza-se um livro, e os cristãos dispõem de muitos: as Sagradas Escrituras, o Evangelho especialmente, as imagens sagradas, os textos litúrgicos do dia ou do tempo, os escritos dos Padres espirituais, as obras de espiritualidade, o grande livro da criação e o da história, a página do 'Hoje' de Deus.
    Vemos, assim, que o ensino oficial da Igreja não escapa ao que dissemos neste artigo. Logo, não se pode acusar a Igreja Católica de praticar idolatria.
    OBSERVAÇÃO E COMENTÁRIO FINAL
    A questão das imagens está intimamente relacionada à comunhão dos santos. Assim que possível, também disponibilizarei um artigo sobre os santos e o assunto ficará melhor esclarecido. No entanto, como ficou bem claro neste artigo, a Igreja Católica não erra ao usar imagens, pois estas não são adoradas e também não substituem a Deus; ao invés disso, criam um ambiente propício à oração e ajudam muito na catequização e na formação de um pensamento simbólico, intimamente ligado ao meio religioso.
    É bom, contudo, observar que não existe imagem milagrosa, nem objeto poderoso: na verdade, o que existe é a fé do homem, que pode crescer mais com a ajuda das imagens. Não devemos esperar um milagre daquele pedaço de gesso, barro ou madeira, nem é recomendável ficar tocando e beijando as imagens esperando que elas atendam algum pedido. Somente Deus pode concretizar um milagre e, mesmo assim, não foi por intermédio da imagem, mas pela fé do fiel e da pessoa representada pela imagem.
    Assim sendo, aquele que acusa o católico de idólatra, demonstra grande falta de conhecimento religioso por não saber a diferença entre adoração e veneração. Como bem salienta o pe. Arthur Betti, em sua obra "O que o Povo Pergunta" (ed. Vozes), "a Sagrada Escritura apresenta-nos imagens que têm ouvidos e não ouvem, têm asas e não voam, têm boca e não falam, mas que nem por isso deixam de ter seu valor e significado. Deus apenas ordenou fazer imagens significativas. É claro que, sendo símbolos significativos, não podem ser, de maneira alguma, objeto de adoração, nem de desprezo, como fazem alguns 'ilustres', sem as devidas distinções". Fica bem claro, assim, que a Igreja Católica, em perfeita sintonia com a Bíblia, condena tudo o que for ídolo - seja material ou imaterial - pois, como falso deus, tem a pretensão de ocupar o lugar reservado exclusivamente ao Deus Vivo, Criador e Salvador da Humanidade.
    Para encerrar, lembro que na nossa área de Documentos da Igreja está disponível a Carta Apostólica "Duodecim Saeculum", que celebra o 12º século da realização do Segundo Concílio de Nicéia, que tratou sobre a veneração das imagens.



Culto aos santos e suas imagens - Padre Paulo Ricardo

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23 de mai de 2011 - Antes de mais nada é preciso distinguir um ícone de um ídolo. ...... O culto cristão de imagens não é contrário ao primeiro mandamento que ...

O culto das imagens

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29 de set de 2015 - De fato Deus não proibiu fazer imagens, mas sim ídolos. Há uma grande diferença entre imagens e ídolos. Uma imagem é a representação de ...

Você está cansado de ouvir acusações de que os católicos adoram ...

https://pt.aleteia.org/.../voce-esta-cansado-de-ouvir-acusacoes-de-que-os-catolicos-ado...

20 de fev de 2017 - Não te prostrarás perante elas nem lhes darás culto, porque eu, Javé, teu .... O proibido é a adoração das imagens como ídolos em si mesmas.

O Culto as Imagens Sagradas :: A Fé Católica

www.afecatolica.com/products/o-culto-as-imagens-sagradas1/

Nas Escrituras quando vemos a proibição das imagens, não podemos esquecer que se trata da imagem de ÍDOLOS, ou seja, deuses falsos que substituíam o ...